Resumo depois da simplificação de pesos e regras feita nesta rodada. Vale como referência de como cada número do painel é formado hoje.
1. Os três pilares
Pesquisa manda no número de votos. Território distribui — mostra onde agir. Comunicação executa — mostra o que dizer. O F5M (eixos + matriz + apoios) é o termômetro interno da campanha: mede o que a campanha controla, não substitui a pesquisa.
2. Índice de Evolução Estratégica
É a média ponderada de três notas — Ações no município, Eixos estratégicos e Matriz política — cada uma de 0 a 100. Os três pesos (%) são os únicos pesos editáveis hoje, em "Configurar padrão F5M". A categoria da candidatura (Construção de posicionamento / Ampliação de representação / Continuidade de mandato) não muda esses pesos — o peso que ela muda é outro, o da Sincronicidade (item 5).
O Índice de Evolução Estratégica é a própria nota do F5M, com outro rótulo na tela: mesmo cálculo, mesmo valor. Não são dois números que se comparam.
- Ações no município: para cada cidade, a proporção de frentes de ação realizadas (Sim/Não em 12 frentes), ponderada pelo porte eleitoral, se é Base ou Expansão, e se foi marcado como prioritário. Não há bônus: a nota é a média do que foi feito. A ficha é uma fotografia e não expira — ação realizada continua valendo. Quem mede movimento é o Ritmo. À parte da nota, a cidade recebe um aviso de parada quando fica 30 dias sem nenhuma ação nova (15 dias se for prioritária); cidade que nunca foi trabalhada não recebe aviso, porque não está parada e sim não iniciada.
- A escada do território (a cor da cidade): as mesmas 12 frentes, lidas em ordem. Elas não valem o mesmo — apertar mão e ter liderança organizando agenda são passos diferentes —, então cada cidade fica no degrau mais alto que já alcançou: 1 Não pisada (nada marcado) · 2 Presença (contato direto, comércio, mídia local) · 3 Pauta (moradores, setores, instituições, evento da comunidade, entrega à cidade) · 4 Gente (articulação política, agenda por liderança) · 5 Estrutura (equipe mobilizada, mobilização popular). A bolinha sai daí: vermelha até Presença, amarela em Pauta, verde a partir de Gente. É proposital que Presença seja vermelha — cidade onde só se apertou mão está visitada, não trabalhada, e antes ela chegava a verde com 7 frentes de eleitor sem uma liderança sequer. A fase manda igual no território: pré-campanha sobe para Presença e Pauta, a largada busca Gente, a reta final cobra Estrutura — e a cidade atrasada diz quantos degraus faltam. Pular degrau é permitido, pela mesma regra da escada da comunicação: uma cidade com mobilização popular marcada aparece em Estrutura mesmo sem liderança. A escada não entra na nota — Ações no município continua sendo a média das frentes, descrita acima. Ela muda o que se lê na tela, não o que pesa 30% no F5M.
- Eixos: média direta das 5 notas (Pesquisa, Discurso, Comunicação, Articulação, Mobilização), 0–5 virando 0–100.
- Matriz: média direta das 5 notas da matriz política (Conhecimento, Proximidade, Conexão, Confiança, Disposição de apoio), 0–5 virando 0–100.
3. Território e Pesquisa
Onde a pesquisa entra e onde se lê. Toda pesquisa entra pela aba Território: PDF (que se distribui nas cidades e, se for do Estado, num ponto geral), pesquisa manual por cidade, o pino de leitura rápida e a caixa "Pesquisa do Estado". O Painel de comando é só leitura — mostra os números atuais e o gráfico da dinâmica no tempo. Não existe mais aba "Pesquisa".
O painel mostra sempre dois números: piso (pesquisa espontânea) e teto (pesquisa estimulada) — nunca um só número escondendo qual das duas foi usada. Ordem para estimar cada município: pesquisa própria da cidade > histórico do candidato ali, com decaimento, ou o piso do cargo (cidade sem pesquisa). Para o que está fora da Base e da Expansão: pesquisa estadual × coeficiente de projeção.
A conta de cada município é votos válidos × taxa %. Município com pesquisa própria usa a pesquisa dele, e ponto.
Município do território SEM pesquisa própria não herda mais a média das cidades pesquisadas. Ele recebe o maior entre duas coisas: o desempenho do próprio candidato ali no último pleito, com decaimento por categoria, e um piso derivado do custo de uma cadeira naquele cargo.
- Decaimento por categoria: Continuidade de mandato ×0,70, Ampliação de representação ×0,85, Construção de posicionamento não tem histórico e vai direto ao piso. Cidade que a campanha ainda não mediu não cresce — decai. Voto de mandato em cidade desassistida não se sustenta sozinho.
- Piso do cargo: índice do cargo × coeficiente da categoria. O índice é a votação do último eleito dividida pelos votos válidos do estado — quanto custa uma cadeira. Em MT 2022: estadual 1,199%, federal 2,744%. Os coeficientes são Estadual 31/52/52% e Federal 41/80/80% (construção/ampliação/continuidade), tirados da distribuição dos eleitos de 2022 — federal espalha o dobro do estadual, porque são 8 vagas contra 24.
- O histórico é voto realizado, então entra igual no piso e no teto: não existe "espontânea de voto dado", e ele não leva o −40%.
- O desconto de 25% da Expansão saiu do código. Ele existia para punir herança de taxa alheia, e não há mais herança: histórico e piso já são específicos do candidato, e descontar em cima disso puniria duas vezes. O 0,75 sobrevive apenas como peso da Expansão na cobertura de ações, que é outra métrica e não toca em voto.
- Município que projeta menos de 50 votos entra no total mas é marcado como ruído — decidir campanha por 11 votos gasta o consultor no lugar errado.
O Fora do território usa a pesquisa estadual × coeficiente de projeção. Sem pesquisa estadual ele fica zero — e a tela diz que é falta de medição, não ausência de voto. A média da Base não serve de origem: ela descreve as cidades onde o candidato é conhecido, e esticá-la para o eleitorado que nunca ouviu falar dele projetava milhares de votos sem nenhuma medição por trás.
O número principal do painel é o piso: quando existe estimativa espontânea, é ela que forma o total e o "% da meta". A estimulada aparece ao lado como teto.
O coeficiente do Fora do território é escolha do consultor, no campo "Projeção fora do território" do Painel de comando — não sai do TSE. Deputado Federal: 11% (maior projeção estadual) ou 7% (menor). Deputado Estadual: 7% (com projeção estadual) ou 3% (puramente regional). Ele responde a uma pergunta só: fora da Base e da Expansão, quanto o candidato vale em relação ao que vale dentro. Com 4% dentro do território e coeficiente de 3%, o resto do Estado é projetado a 0,12%.
A referência do cargo no TSE (último eleito e votos válidos do estado) é contexto, não entra na conta. Ela é buscada por IA no primeiro salvamento de um candidato novo; se falhar ou se o candidato for antigo, o botão Buscar referência do TSE aparece no Painel para o admin.
Corrigido em julho de 2026: antes, o coeficiente vinha da referência do TSE e, sem ela, o app aplicava a taxa estadual cheia ao Fora do território — candidato sem referência recebia projeção cerca de 14 vezes maior, o oposto do que a tela sugeria ao dizer "Pendente". E a fórmula exibida ("média distante ÷ percentual estadual") era circular: a média distante era o próprio coeficiente multiplicado pelo percentual estadual, então a divisão devolvia o coeficiente e não provava nada.
3a. Glossário do território — o que cada nome quer dizer e por que existe
Os mesmos números da seção 3, agora definidos um a um, para consultar quando o vocabulário embaralhar. Regra de ouro: o tipo de candidato só muda o número nas cidades sem pesquisa própria. Onde há medição (pesquisa da cidade ou pesquisa estadual), os três tipos dão o mesmo resultado.
Os três territórios — onde o voto está.
- Base: cidades onde o candidato já é forte e conhecido. Separa o que ele já tem.
- Expansão: cidades vizinhas onde ele quer crescer, mas ainda não domina. Não dá para tratar "onde cresce" igual a "onde já é forte".
- Estado: todo o resto de MT, fora da Base e da Expansão. Para deputado sobra muito eleitorado que ele não trabalha direto, mas que ainda pinga voto.
O cargo — qual disputa. Deputado Federal ou Estadual espalham voto de formas diferentes: o federal tem menos vagas (8) e cada cadeira custa mais e mais espalhada; o estadual tem mais vagas (24) e é mais regional. Por isso quase todo coeficiente muda conforme o cargo.
Os três tipos de candidato — qual a situação dele.
- Construção de posicionamento: nunca foi eleito nesse cargo, está construindo nome. Não tem histórico de votos para se apoiar.
- Ampliação de representação: já tem mandato e quer subir (ex.: vereador indo a deputado). Carrega base real, mas entra em terreno novo.
- Continuidade de mandato: já tem o mandato e quer manter. A lógica é defender o que tem, não conquistar.
Índice do cargo — quanto vale UMA cadeira. A votação do último eleito dividida pelos votos válidos do estado, em %. É a régua que torna o valor de uma cadeira comparável entre cargos e entre eleições. Em MT 2022: estadual 1,199%, federal 2,744%.
Piso do cargo — o chão de uma cidade do território sem pesquisa. Numa cidade da Base ou da Expansão onde ninguém mediu, o app não pode pôr zero (mentira para baixo) nem copiar a média das cidades pesquisadas (mentira para cima — projetava milhares de votos onde ele fez dois). O piso é o mínimo honesto, ancorado no custo de uma cadeira: piso = índice do cargo × coeficiente da categoria. O piso aparece em três situações: candidato novo (nunca tem histórico, sempre cai no piso); candidato com histórico fraco naquela cidade (o histórico decaído fica abaixo do piso); e, quando o histórico é forte, o piso não é usado e fica só de rede de segurança.
Coeficiente da categoria — o quão alto é esse chão para cada tipo. O % que multiplica o índice para formar o piso. Estadual 31/52/52% e Federal 41/80/80% (construção/ampliação/continuidade). Quem já tem mandato vale mais no escuro do que quem é novo; federal espalha o dobro do estadual, porque são 8 vagas contra 24.
Histórico do candidato — o que ELE fez naquela cidade. O resultado real dele em 2022, cidade por cidade. Só existe para Ampliação e Continuidade; o Novo não tem. Serve para usar o dado real quando ele é melhor que o piso genérico.
Decaimento — o histórico encolhe se a campanha largou a cidade. Fator que reduz o histórico numa cidade ainda não medida/trabalhada: Ampliação ×0,85, Continuidade ×0,70, Construção não tem histórico. Voto de mandato em cidade desassistida não se sustenta sozinho; projetar crescimento ali seria inventar. A cidade sem pesquisa recebe o maior entre histórico já decaído e piso.
Coeficiente de projeção estadual — quanto ele vale FORA do território. Só vale para o território Estado: a fração do que ele vale dentro que ainda pinga no resto de MT. É escolha do consultor por candidato (Federal 11% ou 7%; Estadual 7% ou 3%), não sai do TSE. Sem pesquisa estadual, o Estado fica zero — falta de medição, não ausência de voto.
Limiar de votos relevantes (50 votos) — o que é ruído. Cidade que projeta menos de 50 votos entra no total, mas sai das listas de ação, para não gastar o consultor decidindo campanha por 11 votos.
Em uma frase: o território diz onde; cargo + tipo de candidato dizem como pesar o que não foi medido; e o piso é a rede que impede uma cidade sem pesquisa de entrar com zero ou com número inflado.
3b. A dinâmica das pesquisas no tempo
A série vive no Painel de comando (a aba "Pesquisa" foi aposentada). Cada território tem sua linha no tempo. Base e Expansão são calculadas ao vivo a partir das pesquisas datadas das cidades, agrupadas por data e ponderadas por eleitorado — não se grava um agregado: a linha é a soma das cidades. O Estado é um número geral, lançado na caixa "Pesquisa do Estado" do Território; cada lançamento com data vira um ponto na série.
Por que Base e Expansão não se digitam mais. Elas nascem das cidades. Salvar a pesquisa de uma cidade muda a linha sozinho, e os campos de Base/Expansão no Painel são só leitura (a média das cidades medidas). Para mudar o número, edita-se a pesquisa de cada município. Um geral de Base/Expansão trazido num PDF não tem onde entrar e é ignorado — é o preço de "Base e Expansão vêm das cidades".
Campo em branco fica em branco — nunca vira zero: dado ausente é buraco na linha, e ligar por cima desenharia uma queda que ninguém mediu. Variações são lidas em pontos percentuais (de 1,2% para 1,8% é +0,6 p.p., não "+50%"); abaixo de 2 p.p. a leitura é estável, porque sem margem de erro declarada tratar oscilação pequena como tendência é ler ruído.
Evolução por cidade. A ficha de cada município mostra a evolução das pesquisas datadas dela ("2% → 3% → 5%"), separada da série agregada do Painel.
O pino (informação rápida) é um interruptor. A leitura rápida de uma cidade é uma camada por cima: ligada, manda na projeção; desligada, volta a última pesquisa datada — e o valor fica guardado, não se apaga. Serve para o número de campo que não é pesquisa formal; a pesquisa séria vai como linha datada.
Como desfazer uma pesquisa (10/08/2026). Na aba Território, dentro de "Cadastrar pesquisa sincrônica", a lista aparece agrupada por rodada. "Apagar a rodada inteira" é o desfazer de uma importação errada: leva o cabeçalho e todas as cidades daquela rodada de uma vez — é o botão para quando entrou o PDF errado. "Excluir", na linha da cidade, conserta uma medição só; se ela for a última cidade da rodada, a rodada some junto, e a tela avisa. Cidade sem pesquisa volta a usar a média da Base (ou a informação rápida, se houver). Não há como recuperar pela tela — o que existe é a cópia diária do banco, fora da Cloudflare. O ponto do Estado tem lista e botão próprios, no bloco "Pesquisa do Estado", e apagá-lo não mexe nas cidades.
Derivação de mão dupla. Quando a pesquisa só traz uma das intenções, a importação deriva a outra por um fator que o consultor informa (sugestão −40%): espontânea a partir da estimulada, ou estimulada a partir da espontânea. A conta é feita pelo app, em código, nunca pedida ao agente que lê o PDF — valor inventado por IA fica indistinguível de medição depois de gravado. Todo valor derivado é marcado (asterisco na evolução, observação na linha do banco).
Casamento de nome de cidade: o instituto escreve "São Félix" onde o TSE registra "São Félix do Araguaia". O casamento tenta quatro caminhos — exato, abreviado, contido e preposição diferente — e nunca aceita ambíguo: "Alto" sozinho fica pendente. Cidade repetida no mesmo documento é sinalizada antes de importar.
Data: muito PDF não traz data; a conferência tem um campo próprio para ela, e sem data a pesquisa não entra na série (a data ordena tudo). Pesquisa só de cidades (sem geral) continua entrando: as cidades viram a linha de Base/Expansão sozinhas, e a cobertura ("22 de 36 cidades · 76% do eleitorado") é calculada na hora, não gravada.
4. Ritmo da campanha
Substituiu o antigo "Impulso". Compara pesquisas síncronas e municípios com força avaliada na janela recente contra a janela anterior e devolve um score 0–100 com 3 faixas: subindo, estável ou caindo. Não existe mais multiplicador — o número antigo (ex.: "1,25x") não influenciava nenhum cálculo, só aparecia no card.
Lê apenas essas duas fontes de propósito. Ações de conteúdo e apoios políticos ficaram de fora: conteúdo costuma ser operado longe de quem gerencia o app, e apoio é informação política difícil de levantar — não faz sentido cobrar dado que o candidato não tem como fornecer.
Precisa de 3 registros somados entre as duas fontes na janela para calcular; abaixo disso mostra "Dados insuficientes". Campanha recém-implantada mostra "Primeira janela" em vez de um score: sem período anterior, tudo cai no recente e o cálculo devolveria 100 ("subindo") por artefato, não por aceleração real.
A janela é de 5 dias e não é mais configurável: é o mesmo ciclo que renova as prioridades estratégicas. Antes o Ritmo tinha janela própria, editável no painel de pesos e guardada por navegador — dava para o mesmo candidato mostrar janelas diferentes em máquinas diferentes, e para o Ritmo discordar das prioridades sem que nada avisasse.
Não confundir com a Posição de campanha (item 4-A), que usa a mesma janela de 5 dias e responde outra pergunta: o Ritmo conta registros — se a campanha está sendo alimentada —, e a Posição compara notas — se a campanha saiu do lugar. Os dois se movem de forma independente, e é isso que os torna úteis juntos.
4-A. Posição de campanha
Substituiu a antiga "Posição competitiva", que só contava quantos concorrentes estavam cadastrados e não comparava nada. O nome mudou junto com o propósito: comparar candidato é previsão, e este aplicativo é de gestão.
As fontes, lado a lado com as do Ritmo, porque a confusão entre os dois é fácil: o Ritmo lê pesquisas síncronas + forças municipais e conta registros; a Posição lê território + matriz + os 5 eixos e compara notas. Pesquisa está nos dois, de formas opostas — no Ritmo como registro (quantas foram cadastradas na janela), na Posição como nota (o eixo Pesquisa, julgamento do consultor). Cadastrar uma pesquisa move o Ritmo na hora e só move a Posição quando a nota do eixo subir por causa dela. É essa assimetria que impede os dois indicadores de virarem o mesmo número.
Mostra o quanto os três pilares do F5M — ações no município, eixos estratégicos e matriz da comunicação — variaram de um ciclo para o outro. Não tem número próprio: é a diferença entre dois retratos dos índices que já existem, gravados no histórico a cada salvamento. O card traz o saldo do Índice de Evolução (+9 pontos, Parada, −4 pontos) e, ao abrir, o antes e o depois de cada pilar.
A referência é o retrato mais recente anterior aos 5 dias. Sem nenhum tão antigo, compara com o mais antigo que existe e a tela avisa que é a primeira leitura registrada — o card sempre diz desde quando está comparando. Antes o movimento era medido contra a última alteração salva, e salvar duas vezes na mesma tarde virava "movimento de campanha".
Quando a ficha ganha frentes, a comparação com o passado é corrigida. "Ações no município" é a média do que foi feito sobre o total de frentes da ficha — que passou de 10 para 12 em 08/08/2026. Sem correção, toda cidade cairia de uma vez e a Posição chamaria isso de recuo da campanha. Cada retrato guarda com quantas frentes foi medido, e os antigos são lidos na régua de hoje: 60 sobre dez frentes é o mesmo trabalho que 50 sobre doze. O ajuste nunca é silencioso — o card e o bloco Movimento dos pilares dizem de que régua veio o número e em que data ela mudou. Só o pilar Ações no município é convertido; os outros dois ficam como foram medidos.
É a mesma conta do bloco Movimento dos pilares, na Evolução F5M: os dois leem da mesma função, de propósito, para nunca discordarem em silêncio — foi o defeito que o Ritmo e as prioridades tiveram enquanto cada um teve a sua janela.
5. Sincronicidade F5M
Combina duas forças num índice único: Matriz da comunicação (a nota da matriz da marca, do reconhecimento à abertura para agir) e Ações no município (as frentes realizadas nas fichas municipais). A Direção sai da banda desse índice: 70 ou mais é Manter alinhado, 45 ou mais é Alinhar, abaixo disso é Organizar — vocabulário próprio, para não se confundir com o Acelerar/Consolidar/Estruturar da nota do F5M, que mede outra coisa. Não ajusta a estimativa de votos.
O peso entre as duas muda conforme a categoria do candidato, porque território é como se constrói base e comunicação é como se projeta base que já existe. Quanto mais estabelecido o candidato, mais o peso migra para comunicação:
- Construção de posicionamento — 40% comunicação / 60% território. Não tem base: precisa construir presença andando, e comunicação não cria o que não existe.
- Ampliação de representação — 60% / 40%. Já tem capital próprio; o jogo é projetar para fora, com o território convertendo.
- Continuidade de mandato — 70% / 30%. A máquina já está montada; o trabalho é comunicar entregas e consolidar confiança.
O peso é uma declaração de onde a campanha daquele tipo de candidato se decide, aplicada sobre o que de fato existe: se pouco foi feito, o peso recai sobre pouco e o índice cai sozinho. Não há mínimo nem trava — a fórmula se auto-regula.
Antes disso era um checklist de perguntas de sim/não, e uma delas ("o conteúdo está tendo resposta?") lia o histórico de conteúdo, que não tem tela para ser alimentada: ficava sempre "não" e travava a Direção, já que Acelerar exigia todas. Este é também o único lugar onde a categoria voltou a ter peso depois da simplificação da Fase 4 — mas como um número por categoria, não como o perfil de 23 pesos que foi descartado.
6. Categoria da candidatura
As três categorias mudam duas coisas. A primeira é texto: a linha editorial de comunicação (o roteiro "Quem sou eu → O que penso → Projetos → Vote nos projetos → Vote no número"). Na trilha das 5 etapas isso vale para o cartão inteiro — título, descrição, o rótulo curto, o Foco e o próprio plano de distribuição mudam juntos, porque quem defende mandato não começa comprando reconhecimento como um candidato novo. Nas etapas 1 e 2 o plano de distribuição é escrito para cada categoria; nas etapas 3, 4 e 5 ele é o mesmo para todas, porque ali já se fala de projeto, benefício e prova, e a última etapa é calendário e lei. A segunda é um peso: a divisão comunicação/território do índice de Sincronicidade — 40/60 na Construção, 60/40 na Ampliação, 70/30 na Continuidade (ver item 5). Fora esse peso, nenhum outro cálculo muda por categoria.
Este item já disse que a categoria "não muda mais nenhum peso ou cálculo". Era verdade quando a Fase 4 removeu os pesos por categoria, e deixou de ser quando o peso da Sincronicidade foi reintroduzido — trocar a categoria muda o índice na tela, com as mesmas notas.
7. Sugestão editorial por IA
Botão "Gerar sugestão editorial (IA)" na aba Comunicação. Sob demanda — nunca automático. A IA devolve só intenção, direção e ideias amplas para o momento atual; ela não escreve texto final de campanha, post ou peça pronta. Fica em cache até você gerar outra ou clicar em "Voltar ao padrão".
O botão "Baixar PDF" do mesmo bloco é fixo: sai com a sugestão da IA quando houver uma, e com a linha editorial padrão da etapa quando não houver — antes ele só aparecia depois de gerar pela IA, e não havia como levar a linha padrão para fora da tela.
A sugestão da IA substitui a intenção e a direção da etapa nos dois lugares que as usam: a Linha editorial da fase e o Próximo movimento da leitura executiva mudam juntos. A Decisão prioritária saiu dessa lista em 13/08/2026 e passou a ser texto só do app — ela lia a direção editorial e a emendava numa frase da casa, e a emenda de duas vozes era visível na tela (item 10).
Os sinais do ciclo passam por um encaixe antes de virar conteúdo. A ordem é fase → etapa (1 a 5) → degrau da matriz → linha editorial, e a linha editorial é o último elo: nenhum sinal entra direto no conteúdo. O que o app achou no ciclo aparece dentro do box "Linha editorial da fase", separado em três destinos — o que entra no conteúdo desta etapa, o que vai para a ordem de serviço dos canais (cidade sem publicação e idas concentradas são alcance, não assunto) e o que espera a etapa certa, com o motivo escrito.
As dez notas do diagnóstico chegam ao pedido, cada uma com um destino. As cinco da relação com o eleitor calibram a direção do conteúdo — passo forte com um passo anterior fraco é mensagem que pulou etapa, e a direção volta para fechar o que ficou aberto. As cinco áreas de trabalho calibram a ordem de serviço dos canais: com presença pública fraca a orientação pede rotina curta e repetida em vez de formato novo. Nota é calibragem, não assunto — a IA é instruída a não escrever nenhum desses números, só a consequência deles.
O encaixe muda com a categoria: entrega não é assunto da etapa 1 de quem se apresenta ("Quem sou e o que penso") e é o assunto inteiro da etapa 1 de quem defende mandato ("O que fiz e entreguei"). O bloco de conteúdo leva no máximo dois sinais por rodada — o degrau que a campanha está tentando subir decide qual entra primeiro, não quais entram. Sinal que espera não envelhece: ele é recalculado a cada ciclo, e some sozinho quando deixa de existir.
8. Prioridades estratégicas
As "Direções para os próximos 5 dias" saem em quatro caixas, com etiqueta colorida, e as quatro aparecem sempre — em qualquer fase, na mesma ordem: Espaço (o mercado: a informação e os dados que vêm de fora, sobre eleitores, candidato, concorrentes e fase), Troca (o conteúdo específico: as bandeiras, as entregas e as promessas, as nossas e as do concorrente), Presença (o conteúdo que vai ao ar: digital e físico, orgânico e impulsionado) e Operações (a estrutura, a estratégia e os recursos que servem as outras três).
Duas delas são conteúdo, e a divisa é esta: Troca é tema, assunto; Presença são os meios (definição dele, 13/08/2026). Troca é o que se oferece ao eleitor em troca do voto — bandeira, entrega, promessa, ditas como motivo de votar e nunca como lista da plataforma. Presença é por onde isso aparece: digital e físico, orgânico e impulsionado. O teste que decide qualquer caso duvidoso: trocando o canal, a frase continua dizendo algo? É Troca. Trocando o assunto, continua dizendo algo? É Presença. "Publicar três peças por semana" é Presença; "a bandeira da saúde precisa vir amarrada à van entregue" é Troca.
O concorrente aparece nas três: as bandeiras, entregas e promessas dele são Troca; ele como dado, quanto publica e onde aparece, é Espaço; e lê-lo de novo é Operações, porque é ferramenta e tempo.
O aviso "Revisar a escrita" lê tudo o que está na lista, e não só o que a IA escreveu. Nem toda linha vem da IA: a do movimento, a da caixa vazia e o plano padrão da fase são escritos pelo próprio aplicativo. O aviso confere jargão do método, palavra vazia, frase acima de 30 palavras e ideias abstratas empilhadas — nos quatro casos, venha o texto de onde vier. Ele também aparece quando não houve nenhuma geração por IA.
O que mudou no ciclo é colocado pelo próprio app, não pela IA. São três movimentos, cada um numa caixa diferente: cidades da base sem publicação vai para Espaço, agenda concentrada num destino vai para Presença, e tema que o adversário repete e a campanha não toca vai para Troca. Cada um entra direto na sua caixa, com o texto do app, e a IA recebe só as caixas que sobraram. Estarem em caixas diferentes não é detalhe: como só cabe uma prioridade por caixa, dois movimentos na mesma se atropelariam e um seria descartado.
Um exemplo por linha, nunca uma lista (desde 13/08/2026). A linha de Espaço citava quatro cidades e fechava com "e mais 10", e a de Troca listava três temas do adversário — mais longas que as 22 palavras que o próprio app exige da IA. Agora Espaço cita uma cidade e diz o que falta nela ("Confresa, por exemplo, precisa de pauta", pelo passo seguinte da escada do território), e Troca cita um tema. A cidade escolhida é a prioritária de maior peso; sem prioritária marcada, a maior em votos válidos.
O cartão é só os itens e os textos. O box das entregas ("Troca · N entregas já publicadas"), que ficava abaixo da lista, saiu em 13/08/2026: com título próprio e lista dentro, virava um segundo quadro competindo com as quatro linhas. As entregas continuam indo para o pedido à IA e para o sinal de conteúdo da linha editorial — podem voltar à tela como a própria prioridade de Troca —, e a lista inteira segue na ficha de cada cidade.
Uma orientação por caixa, nunca duas — a segunda de Presença no mesmo ciclo é a mesma conversa repetida, e a tela mostra só a primeira. Por isso a lista tem sempre quatro linhas: são quatro caixas. Cada orientação leva uma bolinha na cor da caixa; a caixa vazia não leva, porque ali não há orientação, há um aviso de que o app não registrou mudança.
Em 13/08/2026 o app aceitou até duas por caixa durante algumas horas, e voltou atrás no mesmo dia: na geração real o modelo usou a vaga extra para reescrever com outras palavras o movimento que o próprio app tinha acabado de pôr na caixa. O experimento não foi conclusivo — aquela geração recebeu as prioridades do ciclo anterior, com a instrução de não repeti-las, e duas caixas ficaram vazias possivelmente por isso. Um teste limpo precisa de ciclo novo.
A caixa sem nada a dizer é dita, não tapada. Ela aparece no lugar dela, apagada e em itálico, com o que a fase pedia ali — "O app não registrou mudança aqui neste ciclo". A frase diz o que o app sabe, e não o que aconteceu no mundo: se ninguém leu o Instagram desde a última rodada, mudança houve e o app não viu. Ver a lacuna na terceira linha é o que mostra que a campanha não mexeu em Presença; no rodapé, leria-se como observação. Encher com plano genérico era o defeito antigo: produzia lista com dois autores.
A fase não escolhe mais quais caixas aparecem — escolhe o assunto dentro delas. Em Convenções, Presença é preparar a veiculação que só destrava em 16/08; na Reta final, é concentrar esforço onde o voto se converte. Da pré-campanha até Convenções o assunto sai do livro Quem Planeja Antes, Pede Voto Depois; da Largada em diante, do material de fases, posicionamento e foco do Francisco Ferraz.
Espaço diz onde vale; Presença diz quando se vai. A pergunta de Espaço é onde o esforço tem retorno — base já consolidada, eleitorado ainda disputável e área de resistência alta —, porque manter a base custa menos que reconquistá-la e converter rejeição rígida gasta recurso sem retorno. Decidir quais cidades entram na agenda é Espaço — a pergunta é onde vale investir, e isso é mercado. Presença fica com o conteúdo que vai ao ar, inclusive o físico: é o que a agenda concentrada num destino mede. (Este parágrafo dizia "é Presença" até 13/08/2026, contrariando a decisão de 11/08 e o próprio comportamento do app.)
A matriz da marca pesa diferente conforme a fase. Cada fase tem o passo para onde empurra e o passo que ainda sustenta: em Convenções, avançar em proximidade sem largar o conhecimento público. Prioridade que avança um destruindo o outro está errada, porque mudança brusca de tema destrói o reconhecimento acumulado nas fases anteriores. Na Reta final não há passo sustentado: ali a regra é reduzir, não somar.
As caixas eram seis até 09/08/2026 e oito entre 10 e 11/08. Seis faziam a lista pender toda para território, porque três delas caíam ali; oito repetiam a mesma pergunta em Produto, Prova e Preço. As quatro atuais são definição do consultor, não de manual.
A lista se renova sozinha ao virar a fase ou ao fechar o ciclo de 5 dias, e só para quem já gerou prioridades por IA alguma vez — candidato que nunca usou o recurso não tem chamada feita sem pedir.
9. Obstáculo principal
A linha "Obstáculo principal", no Painel de comando, mostra quem o consultor marcar na aba Concorrentes — no máximo dois, porque em campanha proporcional a disputa quase nunca é contra um só, e apontar todos é o mesmo que não apontar ninguém.
Sem marcação, o painel não escolhe sozinho: ele pede a marcação. Até 09/08/2026 a linha mostrava o primeiro concorrente cadastrado — ordem de cadastro apresentada ao candidato como se fosse a maior ameaça. Marcar e desmarcar é imediato e o painel muda junto; o dado viaja com o candidato, então a marcação vale em qualquer aparelho.
O que a linha diz de cada marcado (desde 11/08/2026): a sobreposição com a nossa base — quanto das menções de lugar dele cai no nosso território, com a data da leitura que produziu o número. É a mesma conta do bloco Atenção · concorrência, não uma segunda: disputa o mesmo eleitor exige fatia alta e repetição, encosta na nossa base é o meio-termo, e "nenhuma menção cai aqui" é diferente de não citou cidade nenhuma e de território não cadastrado — as três dizem coisas diferentes e nenhuma delas vira 0%. Concorrente marcado e nunca lido aparece dizendo que falta a leitura: ausência de leitura não é ausência de disputa. Os votos do último pleito saíram da linha no mesmo dia — são de 2022 e só voltam a ser confiáveis depois de 16/08, enquanto a leitura é de agora.
10. Decisão prioritária
A primeira linha do Painel de comando, refeita em 13/08/2026. Ela responde o que fazer agora — a linha logo abaixo responde com quem —, e cruza três coisas: os dias que faltam para a votação com o que a fase pede das cidades, a comunicação (a leitura do nosso Instagram e as ações registradas em campo) e o território entre cidade visitada e não visitada.
"Visitada" é cidade que saiu de Não pisada — qualquer ação marcada na ficha, seja de pauta, de gente ou de estrutura. Nenhum campo novo: é a mesma escada do território (Não pisada · Presença · Pauta · Gente · Estrutura), lida só na Base, porque a Expansão é território que a campanha ainda não escolheu disputar.
O que a linha aponta, em ordem: sem cidade na Base, diz que não tem como saber; sem leitura do Instagram, não elege frente nenhuma (escolher sem ter olhado a comunicação seria afirmar o que não se sabe); com o campo trabalhado e a leitura ainda em menos de 10 peças, manda contar o que já foi feito; na reta final, para de mandar abrir cidade nova; e no resto do tempo separa buraco de alcance (cidades nunca tocadas) de buraco de profundidade (cidades tocadas que pararam antes, onde o que falta é gente local).
O que ela deixou de fazer: até 13/08 mostrava a direção editorial da etapa emendada em "fortalecer [área mais fraca] e avançar em [passo mais fraco]" — as duas metades saíam das notas de 0 a 5 digitadas pelo consultor, e nada do que o app descobriu sozinho. O "avançar em [passo]" ainda brigava com a linha de baixo, que diz o passo que a fase pede: uma mandava avançar onde a nota está pior, a outra dizia outra coisa, e lado a lado liam como contradição. O passo saiu daqui; as duas linhas pararam de responder à mesma pergunta.
Impulsionamento não entra — o box do Meta Ads ainda não tem dado nenhum, e a linha não finge que viu. Quando houver, ele entra aqui.
Vocabulário único
Índice de Evolução, situação da meta e Direção da Sincronicidade agora falam a mesma língua: Estruturar (ainda frágil) · Consolidar (caminho em formação) · Acelerar (pronto para escalar).